Um ex-funcionário comissionado da Celepar, estatal paranaense, está em negociação para formalizar um Acordo de Não Persecução com o Ministério Público (MP). O ex-assessor teria recebido salários indevidos durante o período em que ocupou o cargo, de janeiro de 2024 a janeiro de 2025.
As investigações apontam que ele pode ter atuado como funcionário fantasma, uma prática que consiste em receber remuneração sem efetivamente exercer a função para a qual foi nomeado. Em um esforço para regularizar sua situação, o ex-assessor se comprometeu a devolver todos os valores recebidos durante sua nomeação na estatal.
O Acordo de Não Persecução é uma alternativa que permite a resolução de conflitos penais sem a necessidade de um processo judicial prolongado. Esse tipo de acordo é utilizado pelo MP como uma forma de promover a justiça e evitar o congestionamento do sistema judiciário.
A Celepar, empresa de tecnologia da informação do governo do Paraná, é responsável por diversos serviços essenciais, e a identificação de funcionários fantasmas pode impactar a imagem da instituição. As autoridades estão atentas a possíveis irregularidades no quadro de servidores.
O caso do ex-assessor reabre o debate sobre a transparência e a gestão de pessoal dentro de estatais, especialmente em um momento em que a eficiência administrativa é cada vez mais exigida pela sociedade. O desfecho das negociações entre o ex-funcionário e o MP poderá influenciar a percepção pública sobre a responsabilidade dos servidores nas estatais.
As investigações continuam, e a expectativa é de que mais informações sejam divulgadas à medida que o processo avança. O MP tem atuado de forma rigorosa na apuração de casos de corrupção e fraudes em órgãos públicos, reforçando seu compromisso com a ética e a legalidade.





